Marketing político de um presidente chamado Tozé

Tozé: de "Tozero" ao "Socialismo mata"
A política tem memória curta, mas há nomes que ficam gravados não pelos cargos que ocupam hoje, mas pelas batalhas que já teriam perdido. Dizia-se que só a mulher dele garantia que ele tinha carisma. O partido nem sempre concordou com a sua candidatura, mas lá mais para perto das eleições, o secretário do PS José Luís Carneiro acabou por apoiar a sua candidatura "com muito esforço". Quem não se lembra de Pedro Nuno Santos? O Ex líder do PS, sedento de combate, não escondia o desdém. As "brincadeiras" e o gozo com a candidatura de Seguro eram públicos. Para a ala mais radical e pragmática do PS, Seguro não era um líder; era um entrave (diziam que nem chegava aos 5% chegava). A alcunha de "Rato Mickey" atribuída pelos seus críticos que o viam como alguém sem peso politico, fofinho e inofensivo. Tinha os bulldozers do PS, como Augusto Santos Silva, a dizer que “não cumpria os requisitos mínimos”.
A verdade é que é que este "Tozero”, o politico sem ideias, foi o português mais bem-sucedido de sempre da política portuguesa, obtendo o maior número de votos na democracia portuguesa. Com pouca presença nas redes sociais António José Seguro chegou aos 3.482.473 de votos na segunda volta. Como explicam os consultores de imagem ou os especialistas de marketing político? Não foi pelo seu vídeo como brilhante "DJ" que alcançou seguramente. A história de António José Seguro é a prova de que o marketing político e o desdém das máquinas partidárias podem muito, mas não podem tudo. Podem tirar-lhe o apoio, podem gozar com a sua imagem, mas não lhe tiram os 3 milhões e meio de votos.
NOTA: Não sou apoiante nem votei em António José Seguro
